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David Guerreiro

Diretor Técnico e Coordenador de Centro de Terapia da Fala

Licenciatura em Terapia da Fala, 2010

 

O que o levou a escolher a ESS/IPS para a sua formação superior?

Sinceramente, foi-me fácil escolher a ESS/IPS após uma pesquisa informada. Não foi apenas uma escolha fundamentada ou baseada na proximidade geográfica (resido no Seixal). Na altura, reconheci na ESS/IPS um lugar potencial certo para me formar numa área de saúde específica que resultasse numa profissão com propósito, competência e impacto real na vida dos outros.

Que memórias guarda dos seus tempos na Escola?

Guardarei para sempre as pessoas que conheci (colegas de curso, de outros cursos, docentes e outros profissionais não docentes), bem como as conquistas e desafios que me fizeram crescer e perspectivar, desde o 1º ano, que ser Terapeuta da Fala era exatamente o que queria ser e fazer profissionalmente. Os 4 anos de curso permitiram-me, felizmente, criar muito boas memórias para a vida.

De que forma a formação recebida na ESS/IPS o preparou para os desafios da vida profissional?

A formação na ESS/IPS preparou-me para a realidade da profissão, combinando conhecimento científico, prática clínica e contacto direto com diferentes contextos e valências da Terapia da Fala. Deu-me as competências-base, a confiança e a capacidade de adaptação necessárias para enfrentar os desafios da vida profissional com rigor e brio, mas também com diferença, humanidade e responsabilidade.

Que funções desempenha atualmente e em que instituição ou organização trabalha?

Sou, desde 2017, Diretor técnico e coordenador do meu próprio espaço clínico no Seixal (PROComSom), especializado em serviços de Terapia da Fala. Neste momento somos uma equipa de 5 que se divide entre o contexto clínico e intervenção em contextos educativos e domiciliários, essencialmente. Também promovo e ministro formações e tertúlias relacionadas com algumas áreas de atuação clínica da Terapia da Fala.

 Como tem evoluído o seu percurso profissional desde que terminou a formação na ESS/IPS?

Felizmente, o meu percurso tem tido uma evolução exponencial. Tive a sorte de receber logo uma proposta de trabalho mal terminei o bacharelato, o que me levou a fazer o 4º ano de curso já inserido no mercado de trabalho. Entre formações recebidas e ministradas, projetos científicos, associativismo (já fiz parte da direção da APTF e da Comissão de Inovação e Desenvolvimento da SPTF), aulas no ensino superior, redação e publicação de um livro técnico em co-autoria com outras 3 colegas… na verdade sinto que já tive ou criei oportunidades para experenciar um pouco de tudo na nossa profissão. Essa polivalência/versatilidade dá-nos imensos recursos/ferramentas, o que é ótimo, pois continuamos em contínuo desenvolvimento.

Como foi o seu primeiro contacto com o mercado de trabalho e que desafios enfrentou nessa fase inicial?

Sinceramente, o meu primeiro contacto com o mercado de trabalho foi ótimo, embora desafiante. Passar do contexto académico para a responsabilidade de tomar decisões e responder às necessidades reais de utentes exigiu adaptação, confiança, bem como abertura para aprendizagem e estudo contínuos. Felizmente, a formação de base da ESS/IPS deu-me uma base sólida, permitindo-me enfrentar os desafios iniciais com segurança e crescer profissionalmente desde o primeiro dia. A rede de suporte que tive pelas empresas/clínicas pelas quais passei numa fase inicial foram igualmente fundamentais. Não somos ninguém sozinhos ou fechados/isolados nos nossos gabinetes.

 Que conquistas profissionais considera mais importantes até ao momento?

Bem, algumas já mencionei, mas diria que a maior conquista foi ter tido a coragem de me despedir em 2017 para abrir a minha própria empresa. Na verdade, estava muito seguro e confortável no cargo e funções que tinha, mas ambicionava mais e melhor. Ambicionava um espaço clínico em que valores e missão fossem definidos por mim de base e que tudo funcionasse com “as minhas regras do jogo”, digamos assim. Felizmente, já lá vão 9 anos e posso afirmar com segurança que a PROComSom é uma entidade credível e de referência na área, considerando a Margem Sul do Tejo.

Que valores transmitidos pela Escola tiverem influência no seu percurso profissional?

Rigor, ética, responsabilidade e humanismo. Curiosamente, julgo que estes valores marcaram não só o meu percurso académico, como continuam a orientar a minha prática profissional diária.

A relação com docentes, colegas ou orientadores teve impacto no seu percurso posterior?

Claro que sim. A relação com docentes, colegas e orientadores foi fundamental para o meu crescimento pessoal e profissional. Mais do que transmitir conhecimento, desafiaram-me a evoluir, partilharam as suas diversas e valiosas experiências e ajudaram-me a desenvolver confiança, espírito e pensamento crítico e sentido de responsabilidade.

Olhando para trás, que aspetos da formação na ESS/IPS considera terem sido mais diferenciadores?

O contacto precoce com contextos reais, aliado à proximidade dos docentes e à exigência académica, permitiu-me desenvolver competências técnicas e humanas essenciais para exercer a profissão com confiança e, acredito, qualidade, desde cedo.

Que significado tem para si ser diplomado/a pela ESS/IPS?

Ser diplomado pela ESS/IPS tem um significado muito especial para mim. Representa uma etapa marcante da minha vida, constituída por aprendizagem, desafios, conquistas e crescimento. Foi neste estabelecimento de ensino superior que adquiri conhecimentos fundamentais, mas também valores, amizades e experiências que me acompanham, sem dúvida, até hoje. Levo comigo um profundo sentimento de gratidão por tudo o que esta instituição contribuiu para a pessoa e o profissional que fui, sou e, certamente, continuarei a ser.

Numa frase, como descreveria a importância da ESS/IPS no seu percurso?

Na ESS/IPS encontrei o conhecimento, os valores e as pessoas que moldaram o meu percurso e continuam a inspirar o meu futuro.

Como vê o papel dos profissionais de saúde na sociedade atual?

É uma questão profundamente complexa, mas, para simplificar, penso que os profissionais de saúde têm um papel cada vez mais relevante na sociedade, não só na prevenção e tratamento de quadros diversos, mas também (e até, diria, acima disso) na promoção da qualidade de vida, inclusão e bem-estar das pessoas. Vejo os profissionais de saúde como agentes de proximidade, confiança e mudança, contribuindo diariamente para uma sociedade mais saudável, informada e, também, humana.

Que atributos pessoais e profissionais considera essenciais para uma carreira sólida na área da saúde?

Numa área tão centrada nas pessoas, considero essenciais a empatia, a ética, a responsabilidade e a capacidade de comunicação. Comunicar, em saúde, e comunicar bem, deveria ser pré-requisito obrigatório, no meu entender. A nível profissional, destacaria o rigor técnico-científico, o espírito crítico, a resiliência e a disponibilidade para aprender continuamente, pois a saúde, quer em cenário macro ou micro, é uma área em constante evolução.

 

NIC ESS/IPS, junho, 2026

Conteúdo atualizado em 16/06/2026 08:59
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Escola Superior de Saúde - ESS/IPS

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