
Liliana Miranda
Enfermeira Coordenadora da Unidade de Cuidados Pós-anestésicos na Clínica Aliva, em Luanda, Angola
Licenciatura em Enfermagem, 2011
O que a levou a escolher a ESS/IPS para a sua formação superior?
Quando me candidatei não conhecia a instituição, foi apenas por uma questão de localização. Mas não me arrependo da minha decisão, rapidamente fiquei a perceber que a exigência e o rigor da ESS/IPS são a sua imagem de marca.
Que memórias guarda dos seus tempos na Escola?
Memórias de muitas horas no auditório, inúmeras horas de estudo e aulas práticas muito reais e bem preparadas.
De que forma a formação recebida na ESS/IPS a preparou para os desafios da vida profissional?
Penso que fui muito bem preparada, a equipa docente conseguiu passar-nos um nível de exigência e de cuidados de excelência que mantenho até hoje na minha prática profissional.
Por isso, ter concluído o curso na ESS é motivo de orgulho.
Qual foi o seu primeiro contacto com o mercado de trabalho após concluir o curso?
Internamento de Ortopedia no HSFX
Que funções desempenha atualmente e em que instituição/organização trabalha?
Atualmente trabalho em Luanda, na Clínica Aliva, onde coordeno a unidade de cuidados pós anestésicos.

Como tem evoluído o seu percurso profissional desde que terminou a formação na ESS/IPS?
Considero ter sido uma evolução contínua, ainda o é. Desde enfermeira em integração, a enfermeira de cuidados gerais, enfermeira orientadora de estágio, chefe de equipa… de certa forma, seguiu a evolução das minhas competências e do meu conhecimento demonstrados nos serviços por onde passei.
Quais foram os principais desafios que encontrou no início da sua carreira?
Adaptar a teoria à prática do dia-a-dia com os recursos e condições disponíveis.
Que conquistas profissionais considera mais importantes até ao momento?
Diria que ter passado a chefe de equipa foi uma conquista muito importante, pois resultou da avaliação direta da minha competência pelos meus superiores hierárquicos.
Ainda, o mestrado e a especialidade também foram uma conquista profissional importante, onde me fui colocada à prova, mas sinto que passei com distinção.
Que influência teve a ESS/IPS na construção da sua identidade profissional?
Foi na ESS que aprendi a pensar em Enfermagem e foi lá que me foi permitido conhecer diferentes culturas e formas de Enfermagem de outros países com os programas de mobilidade de estudantes. Foi através de todas essas experiências que criei a minha identidade profissional e estabeleci o meu plano inicial de carreira.
Sente que os valores transmitidos pela Escola continuam presentes na sua prática profissional? De que forma?
Sem dúvida. A exigência, o rigor, o sentido crítico continuam presentes no meu dia-a-dia.

A relação com docentes, colegas ou orientadores teve impacto no seu percurso posterior?
Maioritariamente positivo, mas também negativo. A maturidade ajuda-nos a perceber que faz tudo parte da aprendizagem, e graças a esses impactos cheguei onde estou hoje.
Olhando para trás, que aspetos da formação na ESS/IPS considera terem sido mais diferenciadores?
O início de ensinos clínicos logo no primeiro ano, e a sua distribuição por todos os anos, parece-me muito acertada e muito diferenciadora de outras escolas.
Que significado tem para si ser diplomada pela ESS/IPS?
Significa ter começado muito bem a minha profissão, pois consegui garantir bases muito importantes para me preparar para a vida profissional.
Numa frase, como descreveria a importância da ESS/IPS no seu percurso?
Foi crucial para o meu percurso profissional, ensinou-se método, conheci pessoas que considero como exemplo, tanto docentes, como orientadores e colegas.
Que atitudes considera essenciais para construir uma carreira sólida na área da saúde?
Considero essencial haver pensamento crítico, porque um enfermeiro tem de conseguir pensar por si próprio e não apenas seguir indicações ou normas. É essencial também, o compromisso com os colegas de equipa e o sentido de ética e responsabilidade para com os doentes.
Como vê o papel dos profissionais de saúde na sociedade atual?
Infelizmente, não muito diferente do que ia ouvindo nos ensinos clínicos, e na altura pensava que ia mudar. Não mudou. Acho que não somos reconhecidos pela real importância do nosso papel na sociedade. Especificamente a Enfermagem, ainda me parece muito associada a chamamento divino e não é reconhecida como uma profissão de caráter científico, autónoma e de elevado respeito pela dignidade humana.
Que competências considera hoje indispensáveis para os profissionais da sua área?
É importante terem conhecimento técnico, capacidade de avaliação clínica e resposta rápida a situações de risco.

NIC ESS/IPS, junho, 2026
