
Bruna Guerreiro
Terapeuta da Fala na Unidade Local de Saúde da Arrábida
Curso de Licenciatura em Terapia da Fala, 2024
O que a levou a escolher a ESS/IPS para a sua formação superior?
A escolha da Terapia da Fala esteve também muito ligada à minha paixão pelo canto e pela voz. Desde cedo que o canto teve um papel importante na minha vida, e a minha participação no The Voice reforçou ainda mais esse interesse pela comunicação, pela expressão vocal e pelo impacto que a voz pode ter na forma como nos relacionamos com os outros. Ao conhecer melhor a Terapia da Fala, percebi que esta área me permitiria juntar esse gosto pela voz e pela comunicação a uma profissão de ajuda, com impacto direto na vida das pessoas.

Que memórias guarda dos seus tempos na Escola?
Guardo memórias muito boas dos meus tempos na ESS/IPS. Foi uma fase marcada por muitos desafios, aprendizagens, amizades e momentos que contribuíram muito para o meu crescimento. Recordo especialmente o espírito de entreajuda entre colegas, as partilhas nas aulas, os momentos de maior pressão antes das avaliações e dos estágios, mas também a sensação de conquista em cada etapa ultrapassada. Foi um percurso exigente, mas que guardo com muito carinho.
De que forma a formação recebida na ESS/IPS a preparou para os desafios da vida profissional?
A formação recebida na ESS/IPS preparou-me para a vida profissional através de uma base científica sólida, aliada a uma forte componente prática e reflexiva. Ao longo do curso, tive oportunidade de desenvolver competências de avaliação, intervenção, comunicação e trabalho em equipa, essenciais para a prática clínica em Terapia da Fala. Os estágios e os diferentes momentos de aprendizagem permitiram-me contactar com realidades diversas e compreender a importância de uma intervenção individualizada, ética e baseada na evidência. Esta formação tem sido fundamental para enfrentar os desafios da prática profissional com maior segurança, responsabilidade e espírito crítico.

Que funções desempenha atualmente e em que instituição/organização trabalha?
Atualmente exerço funções como Terapeuta da Fala na Unidade Local de Saúde da Arrábida, no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários, e também na Clínica Sons da Fala. A minha intervenção centra-se sobretudo na avaliação e acompanhamento de utentes em idade pediátrica, em áreas como a fala, a linguagem oral e escrita, a comunicação e a alimentação.
Como tem evoluído o seu percurso profissional desde que terminou a formação na ESS/IPS?
Desde que terminei a formação na ESS/IPS, o meu percurso profissional tem sido marcado por crescimento, adaptação e muita aprendizagem. Iniciei a minha prática profissional em diferentes contextos, o que me permitiu contactar com diversas realidades e necessidades.
Como foi o seu primeiro contacto com o mercado de trabalho e que desafios enfrentou nessa fase inicial?
O primeiro contacto com o mercado de trabalho foi desafiante. No início, um dos maiores desafios foi gerir a insegurança natural de quem está a começar, tomar decisões clínicas com confiança e adaptar a intervenção às necessidades de cada utente e família. Com o tempo, a experiência, a reflexão e o contacto com diferentes profissionais ajudaram-me a crescer e a sentir-me cada vez mais segura na minha prática.
Que conquistas profissionais considera mais importantes até ao momento?
Uma das conquistas profissionais que considero mais importantes até ao momento foi ter integrado a Unidade Local de Saúde da Arrábida como Terapeuta da Fala, podendo exercer a profissão num contexto de cuidados de saúde primários e contribuir para o acompanhamento de utentes e famílias.
Que valores transmitidos pela Escola tiveram influência no seu percurso profissional?
A ESS/IPS transmitiu-me valores que considero fundamentais na minha prática profissional, como a responsabilidade, a empatia, o rigor, a ética e a importância de olhar para cada pessoa de forma individualizada. Na Terapia da Fala, trabalhamos com pessoas, famílias e contextos muito diferentes, e estes valores ajudam-me diariamente a tomar decisões mais conscientes e a desenvolver uma intervenção mais humana, próxima e adequada às necessidades de cada utente.
A relação com docentes, colegas ou orientadores teve impacto no seu percurso posterior?
Sim, sem dúvida. A relação com docentes, colegas e orientadores teve um papel muito importante no meu percurso. Ao longo da formação, senti que muitas dessas relações contribuíram para o meu crescimento, não só enquanto estudante, mas também enquanto futura profissional. As partilhas, os momentos de orientação, o trabalho em equipa e até os desafios vividos ao longo do curso ajudaram me a ganhar confiança, a refletir sobre a minha prática e a perceber melhor o tipo de profissional que queria ser.
Olhando para trás, que aspetos da formação na ESS/IPS considera terem sido mais diferenciadores?
Olhando para trás, considero que um dos aspetos mais diferenciadores foi a articulação entre a componente teórica e a componente prática. A possibilidade de contactar com diferentes áreas da Terapia da Fala, de desenvolver raciocínio clínico e de ter experiências práticas ao longo da formação foi essencial para me sentir mais preparada para o contexto profissional.

Que significado tem para si ser diplomada pela ESS/IPS?
Ser diplomada pela ESS/IPS tem um significado muito especial, porque representa uma etapa muito importante do meu percurso académico, pessoal e profissional. Foi nesta escola que construí as bases da minha identidade enquanto Terapeuta da Fala e onde adquiri conhecimentos, experiências e valores que continuam a acompanhar-me na prática diária. É também motivo de orgulho sentir que faço parte da comunidade da ESS/IPS.
Numa frase, como descreveria a importância da ESS/IPS no seu percurso?
A ESS/IPS teve um papel essencial no meu percurso, permitindo-me transformar o meu interesse pela voz, pela comunicação e pelo contacto com o outro numa prática profissional com significado e impacto na vida das pessoas.
Como vê o papel dos profissionais de saúde na sociedade atual?
Vejo os profissionais de saúde como elementos fundamentais na promoção da qualidade de vida, bem-estar e inclusão das pessoas. Para além da intervenção técnica, considero que têm também um papel humano muito importante, através da escuta, da orientação, da prevenção e do apoio às pessoas e famílias em diferentes fases da vida.
Que atributos pessoais e profissionais considera essenciais para uma carreira sólida na área da saúde?
Considero essenciais atributos como a empatia, a responsabilidade, o rigor, a capacidade de comunicação, a ética e a vontade contínua de aprender. Na área da saúde, é fundamental aliar conhecimento técnico e científico a uma postura humana, próxima e respeitadora, capaz de responder às necessidades de cada pessoa.

