
Inês Sequeiros
Enfermeira Perioperatória, Bloco Operatório da ULS Almada-Seixal
Licenciatura em Enfermagem, 2015
O que a levou a escolher a ESS/IPS para a sua formação superior?
Escolhi a ESS pelas excelentes referências que tinha da instituição, tanto pela qualidade do ensino como pela forte componente prática do curso.
Que memórias guarda dos seus tempos na Escola?
Guardo algumas das memórias mais felizes da minha vida. Os colegas que se tornaram amigos e que levo comigo até hoje, os professores que foram, e continuam a ser, exemplo a seguir e que me desafiaram a pensar para além do óbvio, e os momentos de estágio, onde senti pela primeira vez a responsabilidade e o privilégio que é cuidar de alguém.
De que forma a formação recebida na ESS/IPS a preparou para os desafios da vida profissional?
A formação recebida na ESS/IPS preparou-me para os desafios da vida profissional não apenas pelos conhecimentos teóricos adquiridos, mas também pela forte componente prática do curso. As aulas teórico-práticas, as aulas práticas e os inúmeros contextos de estágio permitiram-me desenvolver competências científicas, técnicas e relacionais, bem como adaptar-me a diferentes realidades e contextos de cuidados. Além disso, a ESS ensinou-me a questionar, a procurar respostas e a encarar cada desafio como uma oportunidade de aprendizagem e crescimento.
Que funções desempenha atualmente e em que instituição/organização trabalha?
Exerço funções como Enfermeira Perioperatória no Bloco Operatório do Hospital Garcia de Orta, da ULSA Almada-Seixal e no Bloco Operatório do Hospital da Luz Lisboa, nas áreas de anestesia, circulação, instrumentação e unidade de cuidados pós-anestésicos de diversas especialidades cirúrgicas.

Como tem evoluído o seu percurso profissional desde que terminou a formação na ESS/IPS?
Desde que terminei a licenciatura tenho procurado abraçar novos desafios e continuar a investir na minha formação. Desenvolvi o meu percurso profissional na área da Enfermagem perioperatória em diferentes contextos e especialidades cirúrgicas, colaborei na organização de cursos de formação e participei numa missão humanitária na Tanzânia.
Como foi o seu primeiro contacto com o mercado de trabalho e que desafios enfrentou nessa fase inicial?
Quando terminei o curso existiam algumas oportunidades de trabalho na área da Enfermagem. A minha preferência era o contexto hospitalar, e apesar de não ter iniciado funções no serviço que idealizava, encarei essa oportunidade como um desafio e uma oportunidade de continuar a crescer profissionalmente. O maior desafio foi a adaptação ao contexto de bloco operatório, dada a sua especificidade, exigência e dinâmica própria. No entanto, foi precisamente esse desafio que despertou em mim um interesse crescente pela área da Enfermagem perioperatória, e pela qual sou completamente apaixonada.
Que conquistas profissionais considera mais importantes até ao momento?
Mais do que uma conquista específica, orgulho-me do percurso que tenho vindo a construir e das oportunidades que fui abraçando ao longo do caminho. A participação numa missão humanitária na Tanzânia e o envolvimento na organização de um curso de simulação de cirurgia da coluna, direcionado a diferentes profissionais de saúde, nomeadamente cirurgiões e Enfermeiros, foram experiências particularmente marcantes e enriquecedoras, que me permitiram crescer enquanto pessoa e enquanto profissional.

No seu percurso profissional existe algum momento que tenha sido particularmente marcante?
Um dos momentos mais marcantes foi a pandemia de COVID-19. Foi uma fase exigente e desafiante, que nos obrigou a adaptar rapidamente a forma como trabalhávamos e prestávamos cuidados. Apesar de todas as dificuldades, foi um período que reforçou a importância da união entre as equipas, da capacidade de adaptação e do papel fundamental dos profissionais de saúde.
Que valores transmitidos pela Escola tiverem influência no seu percurso profissional?
A ESS transmitiu-me valores como o rigor, a responsabilidade, a humildade e o compromisso com a aprendizagem contínua. Mas talvez o mais importante tenha sido o incentivo à procura constante de conhecimento, à superação pessoal e à capacidade de sair da zona de conforto. Estes valores influenciaram muitas das escolhas que fiz ao longo do meu percurso e continuam presentes na minha prática diária.
A relação com docentes, colegas ou orientadores teve impacto no seu percurso posterior?
Sem dúvida. Tive a sorte de me cruzar com docentes, colegas e orientadores que me inspiraram e continuam a inspirar, que me desafiaram a ir mais longe, e que tiveram um impacto muito significativo na profissional e pessoa que sou hoje.
Olhando para trás, que aspetos da formação na ESS/IPS considera terem sido mais diferenciadores?
A meu ver, os aspetos que diferenciam a ESS/IPS são a forte componente prática do curso e a proximidade com docentes e orientadores. Sempre senti uma grande disponibilidade e interesse por parte dos professores em acompanhar os estudantes, o que permitiu desenvolver relações de confiança que tornaram o processo de aprendizagem mais enriquecedor e motivador.
Que significado tem para si ser diplomada pela ESS/IPS?
Ser diplomada pela ESS/IPS é um motivo de orgulho. Representa uma etapa fundamental do meu percurso, pois foi onde construí as bases da profissional que sou hoje e desenvolvi muitos dos valores que continuam a orientar a minha prática.
Numa frase, como descreveria a importância da ESS/IPS no seu percurso?
A ESS/IPS foi o ponto de partida para a profissional que sou hoje.
Como vê o papel dos profissionais de saúde na sociedade atual?
A meu ver, os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na sociedade, estando presentes em alguns dos momentos mais difíceis e vulneráveis da vida das pessoas. Para além da prestação de cuidados humanizados e individualizados, têm uma responsabilidade importante na promoção da saúde e na educação da população.
Que atributos pessoais e profissionais considera essenciais para uma carreira sólida na área da saúde?
Considero que uma carreira sólida na área da saúde exige não apenas conhecimentos técnicos e científicos, mas também qualidades humanas. Acredito que a empatia, a responsabilidade, a resiliência, a capacidade de adaptação e o compromisso com a profissão são essenciais para qualquer profissional de saúde. Acrescento ainda que a capacidade de trabalhar em equipa e de colocar a pessoa no centro dos cuidados são aspetos fundamentais para a prestação de cuidados de qualidade.

NIC ESS/IPS, junho, 2026
